De repente neurótica

Imagem de love, the 1975, and couple

Ei, eu sei que dou uma sumida às vezes, mas que tal se você viesse passear por aqui? Hoje, amanhã, ou em uma noite de domingo – eu queria mesmo era te ver sorrindo.

Que tal se você precisasse um pouquinho mais da minha atenção? Imagina se de repente eu chego em casa, cansada de não fazer nada, e (surpresa!) encontro você – na minha cama de solteiro. Me esperando, um dia inteiro.

Não faz mal, meu bem, você tentar fingir que não tá nem aí. Que nem gosta de mim tanto assim. Porque eu também finjo, o tempo todo – você não sabe, mas sou a maior fingidora de sentimentos de todas.

Eu sinto você sentindo a minha falta e sentindo que eu também sinto saudades de ser só nós. Saudade daqueles momentos em que a gente sente tudo e não sabe de mais nada – porque todo o resto já é página virada.

Saudade de não saber o que fazer, mas agir. E de não querer falar, mas sorrir. Porque os nossos silêncios já são tão barulhentos e os nossos malditos olhares nos denunciam o tempo todo. Das nossas bocas só saem mentiras, mas quais palavras vão importar agora que eu só penso em sentir seu cheiro de novo? E quase sinto, quando fecho os olhos e lembro daquele dia em que você me abraçou tão forte que eu quase me afundei no seu moletom quentinho.

O que mais me irrita é essa sua calma meio “relaxa que vai dar tudo certo”. Mas deixa eu te contar: eu não sei relaxar. Eu sou neurótica. E mesmo assim, adoro o seu jeitinho discreto-desinteressado de garoto blasé meio galã de novela, sabe? Não, você não sabe. É o seguinte: você me irrita e ao mesmo tempo me faz bem.

Eu nunca saberia lidar com alguém que resolvesse gritar aos quatro ventos o que sente. Eu fugiria, com certeza. “Você é escorregadia, geminiana”, foi o que li num desse sites de horóscopo. Mas você me deixa tão livre que eu sempre quero voltar. E mesmo sem saber, me deixa totalmente no escuro quando resolve não me procurar. Só pra me provocar. Só pra me enlouquecer. A ansiedade me comendo por dentro (e eu comendo a geladeira inteira).

Você não sabe se vai ou se fica e eu observo o jogo virando o tempo todo. De repente eu virei a cabra-cega dessa brincadeira. De repente eu me apaixonei. E nesse jogo não tem lei.

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4 comentários sobre “De repente neurótica

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