O amor é uma bobagem

Imagem de flowers, grunge, and indie

Hoje eu estava lembrando daquele dia em que eu quebrei meu pé e meu coração por você. Eu tinha bebido demais e inventei de fazer qualquer gracinha para te impressionar, mas tropecei e caí. Fui para casa carregada pelos meus amigos que acharam que o meu choro tinha a ver com a lesão e o inchaço, mas o que mais doía mesmo era meu coração. O aperto no peito durou alguns dias.

Tive bastante tempo pra curtir a fossa, já que só ficava em casa por recomendações médicas e tendo como única companhia as minhas muletas. Lembro que foi por esses dias que assisti ao filme da Frida Kahlo e chorei horrores, achando a minha vida tão difícil quanto a dela e me sentindo a maior vítima dos acasos do universo. Bobagem. Com o tempo a gente aprende que um coração quebrado cura mais rápido e melhor do que um tendão lesionado.

Foi assim que eu lembrei disso hoje. E lembrei de todos os amores que já tive e de todas as vezes em que eu achei que nunca mais fosse amar de novo. Do quanto eu sofri encolhida na cama, soluçando muito e prometendo a mim mesma que era a última vez que um babaca como aquele me faria chorar. E não foi. Lembrei dos meus quatorze anos, quando eu me apaixonei por um loirinho que nem sabia o meu nome. E nem sabia das tantas vezes que o nome dele aparecia no meu diário e nem do sonho que eu tive, em que ele me abraçava forte e prometia nunca me abandonar.

Também estou lembrando daquele cara que conheci mês passado e de como achei que a gente tinha uma conexão telepática-fisico-espiritual, e que dessa vez podia dar certo. Mais bobagens, eu suponho. Bobagens das quais não me arrependo, nem de ter vivido, nem de ter sonhado. Bobagens sem sentido, mas com toda a razão que uma paixão pode ter. E o que seria da vida sem as paixões? O que seriam das paixões sem as bobagens?

Eu só sei que eu prefiro mil vezes um coração partido a um vazio. A gente tem que correr riscos, tentando, amando e quebrando a cara. E não importa se a gente tem quatorze, vinte e três, ou cinquenta e quatro anos. Sempre vai ter alguém que pode tirar o seu chão só por não estar por perto. E a isso chamamos bobagem. Ops, amor.

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2 comentários sobre “O amor é uma bobagem

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